Pimentel quer cheque em branco para privatizar Codemig

Presidente da empresa não soube informar quanto será arrecadado com a venda de 49% da estatal e como os recursos serão aplicados

12/12/2017 às 18h36

Com as contas comprometidas pela gastança e o inchaço da máquina pública, o governo de Fernando Pimentel insiste em medidas mal planejadas na tentativa desesperada de gerar receitas. Uma delas é o Projeto de Lei nº 4.827, de privatização da Codemig. Em audiência pública realizada nesta terça-feira (12/12), a pedido dos deputados do bloco Verdade e Coerência, o presidente da estatal Marco Antônio Castello Branco não conseguiu explicar quanto será arrecadado com a venda de 49% da empresa e sequer soube dizer como e onde esse dinheiro será aplicado. Para a oposição, esse é mais um cheque em branco que o governo quer receber da Assembleia Legislativa. E tem pressa: logo após a audiência, foi lida mensagem do governador no Plenário para colocar o PL em regime de urgência.

“Saímos dessa audiência mais convictos que o saco sem fundo deste governo é um abismo. Querem aprovar a toque de caixa a venda de um patrimônio importante como a Codemig sem explicar quanto será arrecadado e onde esse dinheiro vai parar. Já vimos esse filme. Foram arrecadados quase R$ 5 bilhões com os depósitos judiciais, outros R$ 5 bilhões ficaram no caixa do governo com o não pagamento da dívida com a União e até agora nada foi feito. O governo deve R$ 2,5 bilhões em repasses da saúde para os municípios, deve R$ 160 milhões do transporte escolar, não quita a folha em dia há dois anos e, neste ano, sequer sabe como vai pagar o 13º salário dos servidores”, criticou o líder da Minoria, deputado Gustavo Valadares.

Ao confrontar o presidente da Codemig sobre os interesses escusos na venda da empresa, o líder do bloco de oposição, deputado Gustavo Corrêa, exigiu mais transparência do governo para que os deputados tenham condições de analisar a proposta. “Não estamos aqui criticando a privatização. Pelo contrário, somos a favor das parcerias com a iniciativa privada para dar mais autonomia e dinamismo ao governo. O que nos preocupa é a incoerência do governo Pimentel, em privatizar a Codemig sem sequer apresentar uma avaliação e sem conseguir explicar a mudança repentina de postura, uma vez que o PT sempre foi contra qualquer política de privatização. Por trás disso certamente não está o interesse de Minas nem dos mineiros”.

Autor do requerimento para realização da audiência, o deputado Dalmo Ribeiro considera prematuro votar a privatização da Codemig, mas, caso o governo convoque sua base para tratorar a matéria, a oposição apresentará uma emenda para garantir que os recursos sejam destinados ao pagamento da dívida da saúde com as prefeituras.

Insegurança para investidores

Na audiência, Corrêa questionou como governo Pimentel conseguirá dar segurança aos possíveis investidores. “Como a Codemig vai explicar porque a gestão petista conseguiu fazer o lucro da empresa despencar de R$ 593 milhões, em 2015, para R$ 230 milhões no ano passado? E como vai explicar o cabidão de emprego para abrigar a companheira do PT? Porque os interessados terão acesso ao balanço da empresa nos últimos três anos e vão considerar também as operações desastrosas na atual gestão, como a compra do Banco Mercantil, vetada pelo Banco Central”, afirmou.

“Esse é um governo que empurra com a barriga, que confiscou o dinheiro do povo, aumentou impostos e só vemos o buraco nas contas públicas crescer. E agora quer vender a Codemig, quer vender o nióbio de Minas para tapar buraco do mês. Quer vender a Codemig é para jogar o dinheiro no ralo. ‘Dinheiro na mão é vendaval’ e vai virar vendaval com esse governo fanfarrão”, criticou o deputado Felipe Attiê.


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